Só mais sete dias *-------------*
12 de dez. de 2010
29 de nov. de 2010
Carta da ex mulher e resposta do marido.
Querido,
Estou escrevendo esta carta para dizer que vou lhe deixar para sempre.
Fui uma boa mulher para você durante sete anos e não tenho nada a provar.
As duas últimas semanas foram um inferno.
O seu chefe me chamou para dizer que tinha lhe demitido e isto foi a última gota.
Na semana passada, chegou em casa e não notou que eu tinha um novo penteado e tinha ido à manicure.
Cozinhei a sua refeição preferida e até usei uma nova lingerie.
Chegou em casa, comeu em dois minutos e foi dormir depois de ver o jogo. Não diz que me ama, nunca mais fizemos sexo. Ou está me enganando ou já não me ama mais, seja qual for o caso, vou lhe deixar.
P.S . - Se quiser me encontrar, desista. O Júlio, aquele seu “melhor amigo” das noitadas de boliche e eu vamos viajar para o nordeste e vamos nos casar!
Ass: sua Ex-mulher
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Querida Ex-mulher,
Nada me fez mais feliz do que ler a sua carta. É verdade que estivemos casados durante sete anos, mas dizer que você foi uma boa mulher exagero. Vejo futebol para tentar não lhe ouvir resmungar a toda hora. Assim não valia a pena. Realmente reparei que tinha um novo penteado na semana passada, a primeira coisa que me veio à cabeça foi `Parece um homem!`.
Mas a minha mãe sempre me disse para não dizer nada que não fosse bonito.
Quando cozinhou a minha refeição preferida, deve ter confundido com a do meu amigo Júlio, porque deixei de comer frango há dois anos…
Fui dormir porque reparei que a lingerie ainda tinha a etiqueta do preço. Rezei para que fosse uma coincidência, o meu melhor amigo me pedir emprestado R$ 100,00 e a lingerie ter custado R$99,99 ….
Depois de tudo isto, eu ainda lhe amava e senti que poderíamos resolver os nossos problemas… Assim quando descobri que eu tinha ganho na Mega-sena sozinho, deixei meu emprego e comprei dois bilhetes de avião para o Taiti.
Mas quando cheguei em casa você já tinha ido… Fazer o que? Tudo acontece por alguma razão. Espero que você tenha a vida que sempre sonhou….
O meu advogado me disse que devido à carta que você escreveu, não vai ter direito a nada.
Portanto se cuida!
P.S. - Não sei se eu alguma vez lhe disse isto, mas o Júlio, o meu “melhor amigo”, é portador do virus HIV. Espero que isto não seja um problema…
Assinado: Milionário, Bonitão, Gostosão e Solteirão
28 de nov. de 2010
Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
(Sarah Westphal)
VALE A PENA LER
Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: “Tenho algo importante para te dizer”. Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. De repente, eu também fiquei sem palavras. Eu disse que queria o divórcio. Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: “Por quê?” Eu evitei respondê-la. Ela jogou os talheres longe e gritou “Você não é homem!”. Meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio. Ela rasgou-o violentamente. No dia seguinte, ela me apresentou suas condições: Ela não queria nada meu, mas pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível porque nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um bom ambiente. E ainda me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu. Eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho “Não conte para o nosso filho sobre o divórcio”. No segundo dia, ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado. No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
Certa manhã, eu a observei e então percebi que ela havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias. A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso… ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração… Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos. Nosso filho entrou no quarto neste momento. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Em seguida, eu a carreguei para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço.Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento. No último dia, eu me vi pronunciando estas palavras: “Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo”. Eu não consegui dirigir para o trabalho, fui até o meu futuro endereço. Jane abriu a porta e eu disse “Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque eu não soube valorizar os pequenos detalhes de nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe”. Jane me expulsou. No caminho de volta para casa, eu comprei um buquê para minha esposa e escrevi: ”Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe”. Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta. Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável, pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse pra baixo, de inicio minha razão chamou essa atitude de egoísmo, hoje sei que se chama amor próprio. (Charles Chaplin)






